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ocupantes do veículo, pois reduz os riscos de fatalidades em acidentes de trânsito. De acordo com uma avaliação realizada pelo NHTSA (National Highway Transportation Safety Administration), dos Estados Unidos, o condutor que usa o cinto de segurança tem o índice de risco de fatalidade reduzido em 45%, em relação ao condutor que não usa. O CESVI BRASIL estima que, se houver um aumento de 10% na taxa de adesão ao uso do cinto de segurança, é possível reduzir 1.600 mortes por ano no País.
A enquete realizada pelo centro de pesquisa ficou disponível na internet e foi respondida por 1.758 pessoas. Entre os destaques dos resultados obtidos:
Bancos da frente do veículo
A enquete apontou que a maioria (98,7%) dos participantes entre homens e mulheres tem o conhecimento de que o uso do cinto de segurança é obrigatório nos bancos da frente do veículo. Assim como, 98,8% concordaram que não usar o cinto de segurança aumenta o risco de fatalidade de ferimentos em acidentes.
Entretanto, o risco de andar com alguém sem cinto no banco da frente é prática de quase 1/3 (31,7%) dos participantes, que declararam que regularmente, ou de vez em quando fazem isso. Essa prática insegura apresentou diferença entre os sexos e nas faixas etárias, sendo mais comum entre os homens (36,7%) do que as mulheres (26,2%), e na faixa etária de 18 a 24 anos (50,5%). Ademais, grande parte (70,9%), regularmente, ou de vez em quando colocam o automóvel em movimento sem que os passageiros de trás coloquem o cinto.
Banco de trás do veículo
Em relação ao uso do cinto no banco de trás, a enquete apresentou resultados diferentes, indicando a necessidade de esclarecimentos e fiscalização do uso do cinto nesses bancos.
A consciência em relação aos riscos de não usar o cinto no banco de trás também foi alta (95,9%). Porém, ao serem perguntados se costumam usar o cinto na condição de passageiro no banco de trás, a adesão foi baixa, e 56,2% manifestaram que usam de vez em quando ou nunca; entre os sexos, a diferença da prática foi de 15%, sendo maior entre as mulheres (65,8%). Grande parte (70,9%) respondeu que, regularmente ou de vez em quando, colocam o automóvel em movimento sem que os passageiros de trás coloquem o cinto.
O conhecimento da regra vigente de uso obrigatório, mesmo sendo alto (87%), foi abaixo dos resultados obtidos sobre o uso no banco da frente. Em algumas categorias pesquisadas, esse resultado foi ainda menor, indicando os que acham que o uso não é obrigatório, ou não conhecem a regra: quase 1 em cada 4 dos participantes na faixa etária de 18 a 24 anos, e 1 em cada 5 mulheres. São indicativos que apontam para uma necessidade de esclarecimento sobre a legislação de trânsito, direcionado principalmente para essa faixa de idade.
Os resultados também revelaram que apenas 26,8%, entre os participantes da enquete, declararam que foram parados por uma fiscalização de trânsito da polícia nos últimos seis meses. Em 2010, o CESVI BRASIL continua com o projeto de levantamento de informações no âmbito da segurança viária, e a próxima enquete será sobre motos, com previsão de lançamento no mês fevereiro.
Clique aqui para baixar o resultado da enquete. |
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