O que é
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Fator humano | Fator veículo | Fator infraestrutura | Fator legislação
 
 
 
 

Dados gerais do Brasil

Aqui você encontra informações relacionadas à população brasileira e seus habitantes, aos acidentes de trânsito com vítimas, nos anos de 1999 a 2006, e internações decorrentes de acidentes de trânsito entre 2000 e 2005, além de um levantamento de dados dos Estados brasileiros em relação a população, frota veicular e número de vítimas fatais nos anos de 1996 a 2008 (2008 com dados preliminares).

São apresentadas estatísticas do Brasil e seus Estados. No arquivo para download, são indicados também os casos em que os dados não são completos. Adotamos os dados do DENATRAN, mas incluímos também dados estatísticos do Ministério da Saúde.

Você encontra, ainda, informações pertinentes a cada Estado da Federação, tanto com dados disponíveis no âmbito nacional quanto com estatísticas separadas dos 26 Estados e o Distrito Federal.

Há ainda dados relativos à gravidade das lesões nas rodovias paulistas nos anos de 1999 a 2007 – confira no arquivo Fase I- Dados Gerais_ítens 4 e 5_Número de feridos Sao Paulo
Estão organizadas informações estatísticas quanto aos tipos de veículos envolvidos em acidentes, os tipos de acidentes e suas prováveis causas.

 
     
 

Mortalidade decorrente de acidentes de trânsito

Dados de habitantes, acidentes e vítimas

Sistema e processo estatístico de coleta de dados de acidentes

Tipos de veículos envolvidos em acidentes

Tipos de acidentes (1999 - 2006)

Prováveis causas dos acidentes

Frota nacional de veículos

Idade da frota

 
     
 
       
 

Mortalidade decorrente de acidentes de trânsito

O CESVI BRASIL apresenta um primeiro grupo de resultados de uma nova pesquisa: “Levantamento e análise da mortalidade decorrente de acidentes de trânsito no Brasil”.
As vítimas de trânsito representam uma face dramática da realidade de nossas ruas e rodovias, trazendo à tona números assustadores de mortes no trânsito, que hoje disputam – ou já ultrapassaram – as mortes por violência em diversos Estados do País.

As estatísticas de mortes no trânsito explicitam o problema: o País mata, por ano, cerca de 37 mil pessoas e provoca a internação de outras 180 mil, com um impacto de cerca de 34 bilhões de reais. E, ainda assim, o assunto não é tratado com a devida atenção e recursos necessários. A frequência com que ocorrem é praticamente como se estivéssemos em uma guerra – só que nesta guerra só há perdedores.
A dimensão e o impacto desse problema são tais, não só no Brasil, que a ONU (Organização das Nações Unidas) definiu 2011 a 2020 como a Década de Ações para Segurança Viária no mundo, recomendando que cada país planeje suas ações e as executem de forma coordenada e com o estabelecimento de metas corajosas de redução de vítimas. 
Nesse cenário, o CESVI BRASIL, a Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), a AND (Associação Nacional dos Detrans) e a ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), para contribuir com a mudança desse quadro de vítimas crescentes, estão realizando o movimento Chega de Acidentes! (veja no site www.chegadeacidentes.com.br como apoiar o movimento), lançado em setembro de 2009 e que hoje conta com o apoio de mais de 60 entidades e empresas, além de apoios individuais, defendendo a necessidade da elaboração e implantação de um Plano Nacional de Segurança Viária no Brasil.

ESTATÍSTICAS DE VÍTIMAS DE TRÂNSITO
Antes de apresentar os resultados e análises, algumas palavras sobre as fontes desses dados no Brasil: hoje temos como fontes gerais de dados de mortalidade no trânsito, o Denatran, o Ministério da Saúde e a seguradora Líder - DPVAT.
Qual a diferença entre essas três fontes?  De forma resumida, o Denatran adota o critério de fatalidade ocorrida na via, registrada nos boletins de ocorrência. Já o Ministério da Saúde contabiliza as fatalidades ocorridas ao longo do ano, classificadas nas declarações de óbitos como decorrentes de acidente de transporte (segundo regra da OMS – Organização Mundial de Saúde). E o DPVAT indica a quantidade de processos de indenizações de um ano, que inclui também ocorrências de anos anteriores. Então, por exemplo, em 2008, o Ministério da Saúde divulgou a ocorrência de 36.666 fatalidades (dado preliminar, não definitivo) e o DPVAT indenizou 57.113 fatalidades, das quais 36.454 (64%) são relativas a ocorrências de anos anteriores. Já a última estatística divulgada no site do Denatran, de 2006, indicava 20.694 fatalidades ocorridas nas vias (num ano em que 56% dos Detrans indicaram que os dados enviados, de Estados que representavam quase metade da população do País, não eram completos).
Pelo exposto, optou-se nesta pesquisa pelos dados do Ministério da Saúde.

A PESQUISA
A pesquisa que o CESVI Brasil realizou é um levantamento sobre a mortalidade decorrente de acidentes de trânsito no Brasil, detalhada por Estados, do período de 1996 até 2008, em conjunto com dados oficiais divulgados sobre frota de veículos e população. Então, foram pesquisados dados do Ministério da Saúde (mortalidade), população (IBGE) e frota veicular (Denatran).

IMPORTANTE: os dados de 2008 estão sujeitos a alterações, pois, conforme informado nas fontes, ainda são preliminares e, portanto, passíveis de revisão.
Aos que não estão familiarizados como os dados desses tipos de vítimas são classificados na área de saúde, esclarecemos que os acidentes de transportes são estudados, na OMS, na CID (Classificação Internacional de Doenças), hoje na 10ª revisão, no capítulo “Causas externas de mortalidade e morbidade”, especificados em categorias que variam de V01 a V99. Para obter as vítimas fatais de trânsito, objeto desta pesquisa, foram analisadas a mortalidade nas categorias V01 a V89, pois as restantes incluem acidentes de transporte que não são objeto desta pesquisa (por água, aéreo e outros não especificados).

Objetivo
O objetivo desta pesquisa é apresentar um quadro da mortalidade por acidente de trânsito no País num formato que facilite a consulta, a utilização e a análise dos dados por profissionais, pesquisadores, a mídia e a sociedade em geral, contribuindo para divulgação do que está ocorrendo no trânsito e fornecendo uma base comparativa para decisões visando à prevenção dessas ocorrências.

Apresentação dos resultados
Após o levantamento, o CESVI BRASIL está trabalhando para apresentá-los de forma prática e objetiva.
Nesta primeira etapa são apresentados os seguintes resultados:

  1. MORTALIDADE TOTAL, em valores absolutos e índices: é apresentada a mortalidade decorrente de acidente de trânsito, em cada ano, no Brasil e em cada Estado, em gráficos e tabelas. Os gráficos foram organizados em dois grupos, cada um com três valores por ano: o primeiro grupo com os valores absolutos da mortalidade no trânsito, população e frota; e o segundo, com os valores de mortalidade e dois índices de mortalidade, um em relação à população e outro à frota. Nos gráficos com os valores absolutos foram feitos dois apontamentos destacando dois períodos: o início da vigência do CTB e da chamada Lei Seca.
  2. MORTALIDADE POR TIPO DE VÍTIMA E POR FAIXA ETÁRIA: duas tabelas de mortalidade, somente para os anos de 2000, 2007 e 2008, classificada da seguinte forma:
    1. A primeira, discriminando as fatalidades por tipo de vítima (pedestres, ciclistas, ocupantes de veículos, motociclistas e ocupantes de triciclos e outros);
    2. A segunda, por faixa etária (menor de 1 ano a 14 anos, 15 a 19 anos, 20 a 39 anos, 40 a 59 anos e 60 até mais de 80 anos).

 


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Classificação Fatalidades 2000 Fatalidades 2007 ∆% 2000-2007 Fatalidades 2008 ∆% 2007-2008 % ANO 2000 % ANO 2007 % ANO 2008
Pedestres 8.696 9.657 11,1 8.885 -8,0% 30,0% 25,8% 24,2%
Ocupantes de veículos 5.442 8273 52,0 8.093 -2,2% 18,8% 22,1% 22,1%
Motocicletas e ocupantes de triciclos 2.492 8.118 225,8 8.567 5,5% 8,6% 21,7% 23,4%
Ciclistas 789 1.649 109,0 1.556 -5,6% 2,7% 4,4% 4,2%
Outros 11.576 9.710 -16,1 9.565 -1,5% 39,9% 26,0% 26,1%
Total parcial 28.995 37.407 29,0 36.666 -2,0% 100,0% 100,0% 100,0%
Total Brasil 28.995 37.407 29,0 36.666 -2,0% 100% 100% 100%

FATALIDADES    Fonte: Ministério da Saúde
Faixa Etária  2000 2007 D%   2000-2007 2008 D%  2007-2008
Quant. % Quant. % Quant. %
Menor 1 ano A 14anos 2.465 8,5 2.134 5,7 -13,4 1.897 5,2 -11,1
15 a 19 anos 2.583 8,9 3.230 8,6 25,0 3.164 8,6 -2,0
20 a 39 anos 12.857 44,3 16.996 45,4 32,2 16.522 45,1 -2,8
40 a 59 anos 4.402 15,2 5.790 15,5 31,5 9.599 26,2 65,8
60 a > 80  anos 3.627 12,5 4.979 13,3 37,3 5.229 14,3 5,0
Total Parcial 25.934 89,4 33.129 88,6 27,7 36.411 99,3 9,9
Total Brasil  28.995 100,0 37.407 100,0 29,0 36.666 100,0 -2,0

 

 
 

Considerações sobre os dados pesquisados
MORTALIDADE TOTAL
No Brasil, o maior pico de mortalidade foi em 2007, com a triste marca de 37.407 vítimas fatais, com uma taxa de 19,9 mortes/100 mil habitantes.
Nesses gráficos, também percebe-se o forte impacto na diminuição de vítimas com o início da vigência do CTB, com redução de 13% nas fatalidades, somente no primeiro ano. Esse efeito não foi uniforme em todos os Estados, o que exigiria uma pesquisa para entender os motivos. Dentre os motivos, poderiam ser incluídos, entre outros, a maior rapidez ou demora em preparar e realizar a fiscalização das infrações segundo as novas regras introduzidas pelo código.
Em relação ao efeito da Lei Seca, que entrou em vigor no final de junho de 2008, é importante frisar que o apontamento da queda de 2% no total das fatalidades deve ser considerado com reservas, pois, como dito anteriormente, os dados de 2008 são ainda preliminares. De qualquer forma, essa ação pode representar o início de um novo período de queda das vítimas no trânsito, o que dependerá da atenção e recursos que o país, cada estado e cada município dedicarem efetivamente à questão. Assim como no período do início do CTB, mesmo nestes resultados preliminares, percebe-se que o efeito nos Estados também não foi uniforme, podendo também indicar a maior facilidade ou dificuldade que cada um está enfrentando para implantar uma fiscalização efetiva.
MORTALIDADE POR TIPO DE VÍTIMA E POR FAIXA ETÁRIA
Na análise da mortalidade por tipo de vítima, percebe-se o enorme aumento que ocorreu entre motociclistas, entre 2000 e 2007, cujas vítimas multiplicaram-se por 3,2, passando de 2.492 para 8118. O segundo tipo de vítima com maior aumento foram os ciclistas, que aumentaram mais de 100%, passando de 789 a 1.649.

Já na análise por faixa etária, os resultados mostram que as fatalidades no trânsito são em maior número entre as pessoas de 20 a 39 anos, mais de 45% do total, com aumento de mais de 32%, de 2000 a 2007, quando passaram de 12.857 a 16.996.

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Dados de habitantes, acidentes e vítimas

1. Brasil, número habitantes (1999 – 2007) e superfície

Tabela 1 – População e superficie

BRASIL
Nº habitantes
(milhões)
1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006
168.753 171.27 173.80 176.30 178.74 181.10 183.38 185.56
Superficie
(km2)
8.514.876,599 km2

Fonte: Dados obtidos no IBGE

2. Número acidentes com vítimas (1999 – 2006)

Tabela 2 – A diferença existente entre o total geral e a soma dos totais das rodovias e zona urbana é devido a falta dessas informações nos registros dos acidentes (veja no anexo o campo  Não Informados e as observações sobre outros motivos).

ACIDENTES COM VÍTIMAS
Brasil Nº total Nº em rodovias Nº em zona urbana
1999 376.589 31.208 82.383
2000 286.994 38.190 179.594
2001 307.287 49.545 238.132
2002 251.876 55.622 191.745
2003 333.689 46.768 223.692
2004 348.583 55.700 248.024
2005 383.371 63.037 313.101
2006 320.333 49. 035 245.350

Fonte: Dados obtidos no DENATRAN

 

3. Número de vítimas fatais (1999 – 2006)

Tabela 3 – Vítima fatal, para efeitos desse estudo, é a pessoa que falece instantaneamente no local do acidente, conforme metodologia do DENATRAN.

VÍTIMAS FATAIS
Brasil Nº total Nº em rodovias Nº em zona urbana
1999 20.178 N.I N.I
2000 20.049 N.I N.I
2001 20.039 N.I N.I
2002 18.877 N.I N.I
2003 22.629 N.I N.I
2004 25.526 N.I N.I
2005 26.409 N.I N.I
2006 19.752 N.I N.I

Fonte: Dados obtidos no DENATRAN

 

4. Número de acidentes em transportes terrestres (1996 – 2004)

Tabela 4 – Apresentamos nesta tabela as mortes por Acidente de Transporte Terrestre – ATT conforme dados coletados pelo Ministério da Saúde. Em razão de metodologia divergente do órgão de trânsito, DENATRAN, é possível o interesse em conhecer, também, estas informações que julgamos mais próximas à realidade brasileira, que segue a classificação da Organização Mundial da Saúde (WHO), apresentada na 10ª Revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-10 – 1995), para acidentes de transporte (capítulo XX, códigos V01 a V99) e subgrupo acidentes de transporte terrestres (códigos V01 a V89).

ACIDENTE DE TRANSPORTE TERRESTRE
BRASIL MORTES
1996 35.281
1997 35.620
1998 30.890
1999 29.569
2000 28.995
2001 30.524
2002 32.753
2003 33.139
2004 35.105

Fonte: ABRAMET Acidentes de Trânsito no Brasil: Um Atlas de sua Distribuição “ Conhecendo as vítimas de acidentes de trânsito: quantas são, quem são e onde estão”. Pg.103.

 

5. Número de vítimas não fatais no Brasil (1999 – 2006)

O DENATRAN, até a presenta data, não especifica a gravidade das lesões, portanto, não há informações oficiais, nacionais, a respeito de feridos graves ou leves vítimas de acidente de trânsito.

Tabela 5 – Como não foram encontradas as solicitações das tabelas 4 e 5, apresentamos os dados de feridos (vítimas não fatais), ou seja, aquela pessoa que não morreu no local do acidente. Conforme a metodologia aplicada pelo DENATRAN, órgão executivo no âmbito federal, não foram discriminadas as vitimas em rodovias (carretera) e áreas urbanas.

VÍTIMAS NÃO FATAIS
Brasil Nº total Nº em rodovias Nº em zona urbana
1999 325.729 N.I N.I
2000 358.762 N.I N.I
2001 374.557 N.I N.I
2002 318.313 N.I N.I
2003 439.065 N.I N.I
2004 474.244 N.I N.I
2005 513.510 N.I N.I
2006 404.385 N.I N.I

Fonte: Dados obtidos no DENATRAN

 

6. Internações decorrentes de acidente de transporte terrestre (2000 – 2005)

Tabela 6 – Apresentamos os dados de feridos por lesões decorrentes de acidentes de trânsito, internados nos hospitais próprios ou conveniados com o Sistema ùnico de Saúde – SUS, conforme estatísticas do Ministério da Saúde. Esses pacientes foram, principalmente, do sexo masculino (cerca de 75%) e de faixas etárias jovens (entre 20 e 29 anos representando cerca de 28%; 30 a 39 anos, 17,6% e 10 a 19 anos, 16,8%).

INTERNAÇÕES DECORRENTES DE ACIDENTE DE TRANSPORTE TERRESTRE (VÍTIMAS NÃO FATAIS)
BRASIL Nº total
2000 107.696
2001 102.220
2002 108.359
2003 108.751
2004 112.498
2005 118.122

Fonte: ABRAMET Acidentes de Trânsito no Brasil: Um Atlas de sua Distribuição “ Conhecendo as vítimas de acidentes de trânsito: quantas são, quem são e onde estão”. Pg.165.

 

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Sistema e processo estatístico de coleta de dados de acidentes

Os dados de acidentes de trânsito são coletados pelos DETRANs, tabulados e depois repassados ao DENATRAN – Departamento Nacional de Trânsito, percorrendo várias etapas.

O RENAEST – Registro Nacional de Acidentes e Estatísticas de Trânsito é responsabilidade do DENATRAN e tem por objetivo padronizar os dados e informações a serem fornecidos pelos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Trânsito, responsáveis e competentes para elaborar estatísticas no âmbito de suas respectivas circunscrições anualmente, estabelecer diretrizes para o funcionamento, coordenar e supervisionar a remessa de informações.

As orientações abaixo estavam à disposição no site do DENATRAN. Entretanto, no início de junho de 2009, estas informações foram retidradas, possivelmente para atualização.

Coleta de dados e análise consistência
A coleta dos dados deve ser feita junto às fontes primárias, que são os Boletins de Ocorrência (BO) elaborados pelas Policias Militares dos estados. Assim, o primeiro passo é a identificação da(s) fonte(s) primária(s) dos dados existentes, no município. 
As informações sobre acidentes de trânsito com vítimas devem ser coletadas de forma padronizada, de modo que possam atender às necessidades do DENATRAN. Assim, buscar-se-á obter no BO, as seguintes informações: local do acidente, momento do acidente, características do condutor, características do acidente e características da vítima.

  1. Localização: área urbana ou rural do Município (Estado);
  2. Jurisdição da via: federal, estadual ou minicipal;
  3. Momento do acidente: Data; hora; dia da semana;
  4. Características do condutor: tipo de habilitação, não habilitado, permissão;
  5. Características do Acidente (natureza do acidente): colisão, abalroamento, tombamento, capotagem, atropelamento, choque, entre outros;
  6. Características do Veículo (tipo de veículo): automóvel, caminhoneta, ônibus, microônibus, caminhão, motocicleta, bicicleta, outros;
  7. Características da Vítima: ferimento fatal ou não fatal, sexo, idade, utilização de cinto, utilização de capacete.

Inconsistência dos Dados
Alguns indicadores podem revelar erros nos levantamento dos dados, como por exemplo: 

  • Número de condutores envolvidos em acidentes de trânsito menor que o número de acidentes de trânsito. Em cada acidente de trânsito é necessário que haja pelo menos 1 condutor de veículo envolvido; portando o número de condutores não pode ser menor que o número de acidentes. Esse é um erro comum no preenchimento das planilhas.

  • Número de veículos envolvidos em acidentes de trânsito menor que o número de acidentes. Em cada acidente de trânsito é necessário que haja pelo menos 1 veículo; portanto, o número de veículos tem que ser maior ou igual ao número de acidentes.

  • Número de vítimas menor que o número de acidentes. Só está sendo levantado acidentes de trânsito com vítimas; portanto, o número de vítimas só pode ser maior ou igual ao número de acidentes.

  • Número de veículos envolvidos em acidentes de trânsito menor que o número de condutores de veículos acidentados. É possível haver mais veículos que o número de condutores acidentados, como seria ocaso de um veículo em movimento bater em dois veículos estacionados; entretanto, não é possível haver mais condutores que o número de veículos acidentados, porque a cada condutor deve corresponder pelo menos 1 veículo acidentado.

Tratamento dos dados
Após o correto preenchimento das planilhas de consolidação dos dados, pode-se calcular diversos índices que possibilitam avaliar o desempenho do Município, em relação ao Estado a que pertence e também, em relação aos demais Municípios. A padronização desses índices pelos Estados e Municípios evita distorções causadas por comparações entre índices de estruturas diferentes. 

A seguir são apresentados os principais indicadores de acidentes de trânsito:

  • Vítimas Fatais por 10.000 Veículos;
  • Vítimas Não Fatais por 10.000 Veículos;
  • Vítimas de Acidentes de Trânsito por 10.000 Veículos;
  • Acidentes com Vítimas por 10.000 Veículos;
  • Vítimas Fatais por 100 Acidentes com Vítimas;
  • Vítimas de Acidentes de Trânsito por Acidente com Vítimas;
  • Vítimas Fatais de Acidentes de Trânsito por 100.000 habitantes;
  • Vítimas Não Fatais de Acidentes de Trânsito por 100.000 habitantes;
  • Vítimas de Acidentes de Trânsito por 100.000 habitantes;
  • Índice de Motorização;
  • Resumo dos Índices Calculados;
  • Representação Gráfica.

Interpertação de dados
Com a consolidação dos dados nas planilhas modelos do DENATRAN, pode-se conhecer as principais características dos acidentes e acidentados, delineando-se o perfil dessas ocorrências. 

Quanto às principais características dos acidentes de trânsito a serem estudadas, pode-se citar o tipo de veículo envolvido (automóveis, caminhões, motocicletas etc), tipo de acidente (colisão, atropelamento, capotagem etc.), a fase do dia em que ocorrem, a área (urbana ou rural) etc. 

Quanto ao perfil do acidentado pode-se citar o tipo de vítima (pedestre, passageiro, condutor etc.), o uso de cinto de segurança, a idade, o sexo etc. 

O conhecimento dessas características poderá dar suporte às decisões a serem tomadas e, também, poderá servir de parâmetro de comparação com resultados futuros, de modo que se possa avaliar a eficácia das medidas implantadas. 

Cada Estado poderá, também, avaliar o seu perfil de acidentes e acidentados e compará-los com o Brasil. 

Preenchimento correto das planilhas
Os controles do correto preenchimento são indicados dentro das planilhas, mas de forma simples, como a “soma dos totais”. Erros no levantamento de dados ou no preenchimento das planilhas podem ser detectados observando-se, ao menos, esse procedimento de controle.

 Os exemplos, a seguir, e os demonstrados no link mostram algumas planilhas corretamente preenchidas e os controles que permitem verificar se não há erros na coleta ou digitação dos dados.

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Tipos de veículos envolvidos em acidentes

A tabela disponível para download apresenta dados de 1999 até 2006 dos tipos de veículos envolvidos em acidentes com vítimas. As definições quanto aos tipos de veículos estão no item Frota nacional de veículos.

BRASIL 2004 2005 2006
Automóvel / Camioneta 209.797 243.311 195.325
Ônibus / Micro-ônibus 16.936 18.778 14.969
Caminhão / Caminhonete 41.063 41.934 32.809
Reboque / Semi-reboque 2.842 3.027 2.827
Motocicleta 130.526 164.522 132.993
Bicicletas 36.341 41.223 32.491
Ooutros 7.496 8.073 6.497
Não informado 21.855 9.666 55.488
Total 466.856 530.534 473.399

*Fonte: DENATRAN

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Tipos de acidentes (1999 - 2006)

A tabela disponível para download apresenta dados de 1999 até 2006 dos tipos de acidentes com vítimas.

ANO 2004 2005 2006
Total 348.583 383.371 320.333
Colisão / Abalroamento 182.020 205.131 167.104
Tombamento / Capotamento 35.664 39.882 30.178
Atropelamento 65.279 66.936 52.781
Choque com objeto fixo 27.041 31.405 27.234
Ooutros 23.263 29.757 28.566
Não informado 15.316 10.260 14.470

*Fonte: DENATRAN

Conceitos dos tipos de acidentes com vítimas, segundo DENATRAN

  • Abalroamento: o mesmo que colisão.
  • Atropelamento: acidente em que pedestre ou animal sofre impacto de um veículo.
  • Capotagem: acidente de trânsito em que o veículo acidentado emborca, ficando de lado, de rodas para cima ou mesmo voltando a ficar sobre as rodas, depois de girar sobre si mesmo.
  • Colisão: choque entre dois ou mais veículos.
  • Choque com objeto fixo: Acidente em que há impacto de um veículo contra qualquer objeto fixo (Poste, árvore, muro, veículo parado em estacionamento).
  • Tombamento: o mesmo que capotagem.

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Prováveis causas dos acidentes

Não foram encontrados estudos sobre as causas dos acidentes realizados pelo o órgão responsável pela gestão do trânsito no âmbito nacional, o DENATRAN.
Entretanto, algumas entidades desenvolveram estudos relativos ao tema, entre elas citamos:

 

1. Polícia Rodoviária Federal - PRF

A tabela apresenta as informações de acidentes ocorridos nas rodovias federais nos anos de 1998 a 2003 e em 2007, com as causas presumíveis (fatores contribuintes) identificadas pela PR.

Observação sobre Ingestão de álcool: as informações desta tabela podem não representar a real porcentagem de condutores alcoolizados em razão das dificuldades de fiscalização à época, pois são dados anteriores à Lei a lei federal n.º 11.705/08 que alterou o Código de Trânsito Brasileiro e determinou que o índice ZERO de alcoolemia para condutores de veículos automotores. Esta alteração trouxe mudança de comportamento dos condutores ante a possibilidade de aplicações de penalidades administrativas e penais devido às condições de fiscalização dos condutores se tornarem mais “simples” (item 5.3 do relatório da  Fase1).

Além das causas presumíveis indicadas acima, no levantamento de 2007, foram indicadas as condições em que ocorreram os acidentes na tabela abaixo.

CAUSAS PRESUMÍVEIS DOS ACIDENTES NAS RODOVIAS FEDERAIS
EVENTO 2002 2003 2007
Falta de atenção 37.722 32.284 38.499
Não manter distância segura - 8.127 17.814
Velocidade Incompatível 11.710 12.546 6.570
Desobediência a sinalização 6.380 5.406 3.716
Ultrapassagem indevida 4.497   2.818
Defeito mecânico em veiculo 3.821 3.909 4.259
Defeito na via 2.657 3.387 2.273
Defeito na sinalização -   -
Sono - 2.020 2.427
Ingestão de álcool - 735 1.742
Outras causas 39.612 34.404 42.670
Total 106.399 106.829 122.788

 

CONDIÇÕES PORCENTAGEM DE ACIDENTES
Pista Boa 80,75%
Nas Retas 69,48%
De Dia 59,44%
Tempo Bom 67,05%

 

2. Universidade Estadual Paulista

Pesquisa feita pela Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), traz informações sobre o consumo de bebidas alcoólicas no Brasil. Dos 4.661 motoristas abordados e convidados a usar o bafômetro, 19,3% estavam com níveis de álcool no sangue acima do permitido por lei. Desses, 84% afirmaram que só voltam para casa dirigindo o próprio carro - entre os motoristas que abusaram da bebida, 48% confessaram envolvimento em algum acidente de trânsito, ante 18% dos que não haviam bebido.

A pesquisa da Uniad foi realizada entre 2005 e 2007, época em que até o nível de 6 (seis) decigramas por litro de sangue (ou 0,3 mg de alcool por litro de ar expelido) era permitido. Somente concentrações de álcool em nível superior a esta seria punível administrativamente e, eventualmente, responsabilidade criminal se houvesse a condução do veículo de forma a expor a incolumidade física de outrem a perigo.

Lembramos que em 19 de junho de 2008, a lei federal n.º 11.705/08 alterou o Código de Trânsito Brasileiro e determinou que o índice ZERO de alcoolemia para condutores de veículos automotores.

 

3. Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e Instituto Médico Legal de São Paulo (IML-SP)

Nesta pesquisa, foram colhidas informações quanto a intoxicação alcoólica das vítimas fatais de acidentes de trânsito no Estado de São Paulo nos anos de 2005 a 2007. A pesquisa da FMUSP/IML-SP indicou o álcool como um dos grandes fatores presentes nos acidentes. Os valores de alcoolemia apresentados na tabela 5 são em gramas de álcool por litro de sangue.

ANOS 2005 2006 2007
Total examinado 3.040 3.261 4.008
Alcoolemia Positiva 1.337 (44%) 1.454 (44,6%) 1.819 (45,4%)
Alcoolemia <= 0,5 97 93 93
Alcoolemia >= 0,6 1240 1361 1726
Alcoolemia Média 1,7 g/l 1,9 g/l 2,1 g/l
Média idade dos mortos que apresentavam alcoolemia positiva 37 anos 37 anos 36 anos

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Frota nacional de veículos

As tabelas a seguir informam o crescimento da frota brasileira, separada por categorias de veículos, conforme informação do Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN, tendo como referência a quantidade de veículos licenciados em todo o Brasil e as definições de cada tipo de veículo conforme o Código de Trânsito Brasileiro.

  FROTA NACIONAL DE VEÍCULOS AUTOMOTORES (Em milhares)
Veículo 2004 2005 2006
Automóvel 24.936,45 26.309,26 27.868,56
Bonde 0,28 0,22 0,21
Caminhão 1.636,53 1.703,71 1.768,22
Caminhão trator 246,70 263,38 280,04
Caminhonete 1.218,92 1.674,53 2.036,03
Camioneta 2.661,61 2.441,58 2.328,60
Chassi plataforma 7,21 7,08 7,08
Ciclomotor 82,02 82, 93 83,34
Microônibus 173,71 184,47 198,40
Motocicleta 6.079,36 6.934,15 7.989,93
Motoneta 1.218,93 1.136,00 1.370,78
Ônibus 320,26 335,17 353,60
Quadriciclo 0,14 0,15 0,15
Reboque 461,90 498,02 529,33
Semi-reboque 396,83 424,74 458,35
Side-car 4,80 5,65 6,72
Trator Esteira 0,64 0,70 0,79
Trator rodas 11,60 12,34 13,30
Triciclo 1,63 1,95 2,33
Utilitário 36,76 52,60 74,16
Outros 3,90 3,70 3,50
Total 39.240,88 42.071,96 45.372,64

* Fonte: DENATRAN

 

TERMOS E DEFINIÇÕES
Automóvel veículo automotor destinado ao transporte de passageiros, com capacidade para até oito pessoas, exclusive o condutor
Bonde veículo de propulsão elétrica que se move sobre trilhos
Caminhão veículo automotor destinado ao transporte de carga, com carroçaria, e peso bruto total superior a 3500 Kg
Caminhão Trator veículo automotor destinado a tracionar ou arrastar outro.
Caminhonete veículo automotor destinado ao transporte de carga, com peso bruto total de até 3500 Kg.
Camioneta veículo automotor, misto, com quatro rodas, com carroçaria, destinado ao transporte simultâneo ou alternativo de pessoas e carga no mesmo compartimento.
Chassi Plataforma veículo inacabado, com equipamento que permita seu deslocamento em vias de rolamento, preparado para receber carroçaria de ônibus
Ciclomotor veículo de duas ou três rodas, provido de um motor de combustão interna cuja cilindrada não exceda a 50 cm3 (3,05 polegadas cúbicas) e cuja velocidade máxima de fabricação não exceda a 50 Km/h.
Microônibus veículo automotor de transporte coletivo com capacidade para até 20 passageiros
Motocicleta veículo automotor de duas rodas, com ou sem side-car, dirigido em posição montada.
Motoneta veículo auto-motor de duas rodas, dirigido por condutor em posição sentada
Ônibus veículo automotor de transporte coletivo com capacidade para mais de 20 passageiros, ainda que, em virtude de adaptações com vista à maior comodidade destes, transporte número menor
Quadriciclo veículo de estrutura mecânica igual às motocicletas, possuindo eixos dianteiro e traseiro, dotados de quatro rodas
Reboque veículo destinado a ser engatado atrás de um veículo automotor
Semi-Reboque veículo de um ou mais eixos que se apóia na sua unidade tratora ou é a ela ligado por meio de articulação.
Side-Car carro ou caçamba provido de uma roda acoplada na lateral da motocicleta
Trator Esteira trator que se movimenta por meio de esteira
Trator Rodas trator que se movimenta sobre rodas,podendo ter chassi rígido ou articulado
Triciclo veículo automotor de estrutura mecânica igual à motocicleta dotado de três rodas.
Utilitário veículo misto caracterizado pela versatilidade do seu uso, inclusive fora da estrada.
Outros Argumento que não se enquadra em nenhuma definição estabelecida

* Fonte: DENATRAN

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Idade da frota

Os dados apresentados foram fornecidos pelo SINDIPEÇAS – Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores que oferece informação a respeito da frota atual de veículos no Brasil.

O SINDIPEÇAS considera frota circulante o número de veículos circulantes em uma região, não importando seu estado de conservação e nem as suas condições de uso.

A metodologia usada na pesquisa envolve fatores como a perda do bem por danos decorrentes de acidentes, roubo ou furto de veículos, considerando “índices de sobrevivência” para automóveis e comerciais leves de 98,5% ao ano e para caminhões e ônibus 99%.

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