Matéria
de capa Índice de Segurança Novo estudo do CESVI BRASIL resulta em rankings que classificam os veículos de acordo com seus conjuntos de componentes de segurança
Entrevista Mauro César Batista Presidente do CESVI BRASIL
Sistema de segurança Logística e rastreamento aplicados no mercado Rastreadores podem ser utilizados como recursos
de logística otimizada, proporcionando economia
de recursos e maior eficiência no gerenciamento
Uma nova força tem contribuído para a evolução do CESVI BRASIL e sua atuação junto ao mercado segurador. No fim de abril, Mauro César Batista assumiu a presidência do centro de pesquisa, dedicando-se a suas relações institucionais, enquanto José Aurélio Ramalho permanece na direção operacional do centro. Experiência e gabarito não lhe faltam: Mauro Batista, como é conhecido, acumula cargos de destaque em diversas entidades do mercado segurador, além de ser vice-presidente corporativo de Relações Institucionais da Mapfre Seguros Brasil; é presidente do SINDSEG-SP (Sindicato das Seguradoras do Estado de São Paulo), da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência), vice-presidente da FUNENSEG (Fundação Escola Nacional de Seguros) e diretor da FENSEG (Federação Nacional de Seguros Gerais).
“Vamos atuar de forma a abrir caminhos para o centro de pesquisa, aproximando, esclarecendo e demonstrando tudo o que o CESVI é capaz de fazer”
Como tem sido conciliar as exigências das entidades em que você ocupa cargo de direção?
Pode até parecer certo excesso de confiança, mas sempre estive habituado a lidar com muitos projetos ao mesmo tempo, e a me organizar de modo que esta diversidade de atribuições fosse viável e produtiva. Também busco sempre me cercar de pessoas dinâmicas e pró-ativas e nas quais posso confiar, delegando tudo o que é possível delegar. Na ANSP, trabalhamos pelo aperfeiçoamento do mercado, enquanto, no SINDSEG-SP, o dia-a-dia envolve a indústria e o seu “business”; isto, em tese, fugiria do campo institucional, mas a própria entidade tem um perfil mais institucional, pois atua visando a preservar os interesses das associadas, que são as companhias de seguros, e também a fomentar discussões que venham a aprimorar as atividades do mercado como um todo.
Já podemos dizer que a cultura
do seguro está bem consolidada
no País?
De forma nenhuma. Às vezes, dentro do próprio setor de que fazemos parte, falta uma maior conscientização de que o seguro é algo essencial à vida do homem moderno e por isso merece um tratamento especial; e quando me refiro ao nosso setor, estou falando de todo o nosso segmento, e aí incluo os nossos clientes, pois esses estão diretamente envolvidos com a atividade de seguros, devendo sempre ser os primeiros a proteger seus riscos. A própria indústria caminha a passos medianos e ainda está, de certa forma, distante de uma mentalidade e uma postura ideais no que diz respeito a esta consolidação. A sociedade brasileira tem uma distância considerável do entendimento dessa cultura, colocando-se quase sempre com desconfiança quanto às propostas de seguros e sem uma avaliação mais criteriosa que identifique as vantagens que está adquirindo. É preciso que este entendimento seja mais bem trabalhado no mercado, e num sentido de dentro das seguradoras para fora, em direção à sociedade.
Quais os desafios agora à frente
do CESVI BRASIL?
O CESVI é uma ferramenta extraordinária para o mercado de seguros, embora suas atividades tenham desdobramentos na sociedade como um todo. No Brasil, e não só aqui, o automóvel é um objeto de desejo, e as informações a ele associadas são de interesse público, tanto das pessoas quanto dos governos. E o CESVI tem um papel fundamental na pesquisa e no estudo de dados relevantes para o universo do automóvel. O que vejo como desafio para o centro e para mim é a consolidação do CESVI como uma referência positiva para a indústria ligada ao automóvel e à atividade do seguro, seja para o aprimoramento dos trabalhos dessa indústria, seja para melhorar o comportamento das pessoas em sua relação diária com o sistema viário. Vamos atuar de forma a abrir caminhos para o centro de pesquisa em sua relação com esses setores, aproximando, esclarecendo e demonstrando tudo o que o CESVI é capaz de fazer.
Como analisa o CESVI inserido no mercado brasileiro de seguros?
Vejo-o como um portal de cultura técnica pautado pela disciplina e pela ética, uma fonte de informações confiável e isenta, apta a proporcionar embasamento fundamental para as atividades das seguradoras. Contribui para isto o fato do CESVI estar alinhado com modelos internacionais, e não podemos esquecer sua origem no Cesvimap, na Mapfre da Espanha, uma referência global de excelência em trabalhos de pesquisa envolvendo o automóvel e o sistema viário. O mercado segurador pode ter plena certeza de que o CESVI BRASIL será sempre um forte aliado no aprimoramento de suas atividades e na busca dos melhores resultados.
De que forma você enxerga o futuro do centro de pesquisa?
O CESVI é um oceano de opções para quem busca parâmetros confiáveis; a prova disto é a atual disponibilidade de amparo a entidades governamentais, a empresas e à própria sociedade. Vejo o centro, no futuro, oferecendo a mais alta tecnologia do momento, sempre muito bem aparelhado e com profissionais de capacitação plena, superando-se nessa caminhada perene. Será um futuro no qual as companhias de seguros e as montadoras estarão explorando, ao máximo, a capacidade operacional e teórica do CESVI, obtendo ganhos inquestionáveis para sua rotina de trabalho, para o desenvolvimento de seus produtos
e a satisfação de seus clientes.
“O CESVI é um oceano de opções para quem busca parâmetros confiáveis, e prova disto é a atual disponibilidade de amparo a entidades governamentais, a empresas e à própria sociedade”