Oficinas agora contarão com a força de um certificado unificado IQA-CESVI BRASIL, combinando as maiores referências em avaliação de serviços do mercado reparador
Por Alexandre Carvalho dos Santos
Editor
Quão importante pode ser uma certificação para uma empresa prestadora de serviços ou fabricante de produtos? Vale a pena investir na adequação de seu trabalho para a conquista de um certificado? Tal conquista terá influência positiva no resultado financeiro da empresa?
Já se foi o tempo em que essas dúvidas tinham respostas complexas. Cada vez mais, os diversos setores da economia concordam que:
A certificação é um instrumento fundamental para se obter destaque entre a concorrência.
O investimento na adequação é recompensado com a credibilidade transmitida aos clientes em potencial.
Trata-se de um diferencial capaz de proporcionar os resultados financeiros que a empresa almeja.
Embora as empresas visem ao lucro, é preciso haver a consciência de que, para se chegar ao resultado financeiro, é preciso cercar-se de diferenciais positivos que sejam percebidos pelo cliente.
No caso da certificação, não se trata apenas de uma questão de melhorar a visibilidade diante do mercado. Um trabalho que opere sob as condições padronizadas de uma certificação se prova mais sistêmico e, com isso, mais bem planejado e organizado. Contribui, assim, para que as empresas reavaliem seus processos, passem a conhecê-los a fundo, identifiquem seus desperdícios e não-conformidades, e descubram como corrigi-los. Ou seja, passem a atuar de uma forma mais eficiente, produtiva e rentável.
Entre as vantagens diretas e mais evidentes da certificação, podemos destacar as seguintes:
O serviço ou produto se torna mais bem aceito no mercado por causa da credibilidade relacionada à certificação. Há a percepção de que, para obter o certificado apresentado, o serviço ou produto passou por avaliações específicas de entidades especializadas, obtendo uma aprovação que outros não conseguiram.
Maior produtividade e eficiência nos trabalhos em decorrência da realização constante de ensaios e controle de qualidade.
No caso de produtos, um certificado pode ser item obrigatório para exportação, devido às exigências dos mercados externos.
Garantia para o cliente
Os diferenciais relacionados à certificação são igualmente importantes dentro do competitivo mercado de funilaria e pintura, um setor que vem ganhando uma credibilidade maior junto aos proprietários de veículos, montadoras e companhias de seguros, principalmente pela atitude positiva dos reparadores que buscam a padronização de seus serviços. “A credibilidade das oficinas junto ao consumidor é fruto de muito trabalho e dedicação dos profissionais do setor”, afirma Antônio Carlos Bento, coordenador do GMA (Grupo de Manutenção Automotiva). “Essa constatação foi verificada por meio de pesquisa de mercado feita pela Gipa (Grupamento Interprofissional de Produtos e Serviços Automotivos), e que o GMA tem em mãos, para conhecer melhor o setor da reparação automotiva. Porém, as evoluções tecnológicas exigem rapidez e agilidade do setor, que precisa se atualizar constantemente”.
Em 2001, o CESVI BRASIL passou a se dedicar a uma atividade pioneira, que veio ao encontro das necessidades das empresas de reparação no que diz respeito à conquista de diferenciais: a classificação de oficinas. Passando por uma evolução constante em seus critérios e exigências desde o início dos trabalhos, a classificação tem apontado, para proprietários de veículos e companhias de seguros, quais as oficinas de funilaria e pintura tecnicamente capacitadas para prestar bons serviços no mercado brasileiro. Este trabalho se tornou uma referência pública como critério para a escolha de uma boa oficina. Companhias de seguros usam a classificação do CESVI na formação de suas redes de prestadoras de serviços, montadoras buscam a classificação para identificar os pontos fortes e os que necessitam de aprimoramento nas oficinas de suas concessionárias, e os proprietários de veículos procuram boas oficinas nas relações de reparadoras capacitadas divulgadas no site do CESVI, no site da Revista Quatro Rodas e em outras mídias.
Certificado IQA-CESVI
Ao completar sete anos de classificação de oficinas em todo o Brasil, o CESVI entrou em 2008 com uma novidade que visa a intensificar a força de sua avaliação e ampliar os benefícios às oficinas: fechou um acordo com o IQA (Instituto da Qualidade Automotiva), entidade com tradição na certificação do setor automotivo, obtendo para sua classificação o status de certificação.
Entidade que está para completar 13 anos de atuação, o IQA é um organismo de certificação sem fins lucrativos, especializado no setor automotivo, criado pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), pelo Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) e outras entidades. O instituto é parceiro de organismos internacionais e é acreditado pelo Inmetro. Atua nas áreas de certificação de serviços automotivos, de produtos, de sistemas de gestão, de publicações e cursos.
Com a parceria, as oficinas que se provarem tecnicamente capacitadas nas avaliações receberão um certificado IQA-CESVI e todo o reconhecimento e possibilidades relacionados e esta conquista.
“Para o Sindirepa-SP, a união de esforços de duas entidades conceituadas, como o CESVI BRASIL e o IQA, ajudará a disseminar a profissionalização e certificação das oficinas, o que é uma prioridade para nossa entidade”, destaca Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo).
Para Fiola, a parceria entre as entidades facilitará a participação de um número maior de empresas, contribuindo para o desenvolvimento do setor como um todo. “Também fortalecerá a imagem do setor perante o consumidor que prefere levar o carro na oficina de confiança para fazer o reparo do veículo”, acrescenta Fiola. Segundo dados de pesquisa da Gipa, que é um órgão internacional especializado em pesquisa de pós-venda, 80% dos motoristas levam o carro em oficinas de confiança porque buscam preço e rapidez na entrega do carro. Mesmo quando o veículo ainda está na garantia de fábrica, 14% dos pesquisados revelaram que fazem a manutenção na oficina de confiança”.
As seguradoras também vêem o acordo como um avanço, principalmente para o proprietário de veículo. “Embora esteja absolutamente consolidada entre os setores de reparação e de seguros, a avaliação do CESVI não é tão conhecida do consumidor”, analisa César Frias, superintendente de gestão de fornecedores da Bradesco Seguros. “Com esta associação com o IQA, órgão que já é bastante conhecido do cliente da oficina, fica mais fácil para as seguradoras demonstrarem para seus segurados os benefícios de deixar o veículo numa oficina avaliada pelo CESVI. O segurado certamente tem muito a ganhar com esta parceria”.
Saiba mais sobre a certificação
As empresas interessadas em passar pelo processo de certificação IQA-CESVI ou obter mais informações devem entrar em contato com a área de certificação pelo telefone (11) 3948-4836, ou pelo e-mail certificação@cesvibrasil.com.br
Momento do mercado é favorável
O GMA é outra entidade que vê a nova certificação com bons olhos. “Acreditamos que a junção das certificações do CESVI BRASIL e do IQA para oficinas de funilaria e pintura é uma iniciativa muito importante para estimular a disseminação da qualidade no setor da reparação de veículos”, opina Antônio Carlos Bento, falando pela entidade. “Por isso, o GMA apóia essa medida, que refletirá diretamente no consumidor, que poderá contar com empresas qualificadas por esses importantes órgãos certificadores, já conhecidos e respeitados pelo excelente trabalho que desenvolvem”.
O coordenador do GMA destacou ainda o acerto na escolha do momento para o estabelecimento da nova parceria. “Tudo isso está acontecendo em um momento favorável para o setor de reparação de veículos, repleto de excelentes oportunidades com o aquecimento das vendas de carros novos que impulsionam toda a cadeia produtiva da reposição automotiva. Além disso, a média da idade da frota brasileira está estimada em 9,1 anos, e 57% dos 26 milhões de veículos já ultrapassaram os 100 mil quilômetros rodados, necessitando de manutenção de vários itens que se desgastam com o uso. Por isso, a certificação terá um peso importante para este setor, que precisa se aprimorar e estar apto para atender às novas tecnologias e um consumidor cada vez mais exigente”.
Bento finaliza recomendando a certificação como ferramenta para a evolução da empresa em diversos aspectos. “O empresário que investir em capacitação profissional, gestão e em equipamentos, e obtiver a certificação IQA-CESVI, seguramente estará mais preparado para aproveitar melhor as oportunidades para crescer e expandir o seu negócio, aproveitando o atual cenário favorável”, conclui.
Investimento para a oficina fica menor
Outra vantagem para as oficinas é que, com a unificação das avaliações em uma única certificação, o serviço poderá ser contratado por um custo ainda mais atraente.
Hoje, para obter a classificação do CESVI (R$ 2350) e uma certificação do IQA (R$ 2200), a oficina precisa investir R$ 4550. Com a unificação das avaliações numa única certificação, o investimento para a oficina passará a ser de apenas R$ 2950. Uma economia de 35%.
Serão analisados os aspectos do processo de trabalho, equipamentos, ferramentas, cuidados com o meio ambiente e todas as exigências de calibragem dos ferramentais.
O sistema de pontuação passa a ser por estrelas, sendo que, para atingir a certificação, a oficina terá que obter, no mínimo, três estrelas.
Tudo para que as oficinas possam contar com uma validação ainda mais consistente e notória da qualidade de seus serviços, e uma referência direcionada para a padronização e a capacitação técnica. Conseqüências da rápida evolução por que passa o mercado de reparação, com benefícios diretor para o consumidor. E mais um marco na trajetória de atuação do CESVI no País.
IQA surgiu como iniciativa de entidades AUTOMOTIVAS
A formação do IQA foi conseqüência do desenvolvimento natural de várias ações com o intuito de aprimorar a qualidade e produtividade da cadeia automotiva nacional. No contexto das Câmaras Setoriais e do Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade (PBQP), a Anfavea e o Sindipeças promoveram a integração dos diversos agentes no processo, de modo a iniciar a implementação dos objetivos na área de tecnologia previstos no 2º Acordo Setorial do Setor Automotivo, de fevereiro de 1993.
Em 1993 e 1994, mais entidades se somaram ao desenvolvimento, delineando os princípios que nortearam a linha de atuação do Instituto, de modo que seus resultados correspondessem às necessidades do setor nos segmentos produtores, consumidores e neutros.
O resultado desse desenvolvimento foi a realização da Assembléia de Constituição do IQA, em 14 de dezembro de 1994. Naquela data, entidades representando a indústria, o governo e os trabalhadores, convocadas por meio de edital, aprovaram o estatuto social, constituindo assim o IQA, como entidade de direito privado, com atuação nacional, sem fins lucrativos.
Atuando desde 1995, a estruturação do IQA é resultado de um trabalho conjunto de uma parceria envolvendo a indústria, o governo e os trabalhadores, dentro de uma visão estratégica necessária para o progresso social e econômico, em uma economia global cada vez mais competitiva.