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Matéria de capa
ABS no Brasil
Pesquisa do CESVI demonstra a disponibilidade do ABS no País e a relação do consumidor com o sistema de segurança

 

Entrevista
Jean-Marie Mortier
diretor de teste e pesquisa da EuroConsumers

 

Segurança viária
Importância das cores para ver e ser visto
CESVI analisa como as cores dos automóveis e das vestimentas dos motociclistas influenciam no número de acidentes

 
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Segurança viária

Importância das cores para ver e ser visto

 
 
 
CESVI analisa como as cores dos automóveis e das vestimentas dos motociclistas influenciam no número de acidentes
 
 
  Por José Antonio Oka
Segurança Viária
 
     
 

Na edição 48 da Revista CESVI, foi apresentada uma pesquisa sobre visibilidade noturna, mostrando a importância de adotar cuidados para ver e ser visto em condições de pouca iluminação, tanto pedestres, como motociclistas e motoristas. Nesta matéria abordaremos outros aspectos da questão ver e ser visto no trânsito: as cores dos automóveis e as vestimentas dos motociclistas.

 
     
 

Cores dos veículos e acidentes
Uma pesquisa sobre a relação da cor do veículo e o risco de acidentes, divulgada recentemente por uma universidade da Austrália, reforça a tese da importância de ver e ser visto no trânsito.
Foram analisados mais de 850 mil acidentes, do período de 1987 a 2004, de dois estados australianos. Diversos fatores foram levados em consideração: o estado onde ocorreu, a condição da iluminação, o tipo de veículo e a severidade da lesão provocada. As cores dos veículos foram agrupadas em 17 tipos diferentes. Veículos comerciais, predominantemente brancos, e táxis, predominantemente amarelos, foram excluídos pelo uso diferenciado e por não oferecerem uma diversidade de cores que permitisse a comparação.
As cores que apresentaram maior risco de acidentes, em comparação com o veículo branco, quando considerados todos os períodos do dia, foram a cinza e a prata, seguidas do vermelho, do azul e do verde. Para essas cores, os riscos relativos de aci-dente foram 10 % (duas primeiras), 8%, 5% e 4% maiores do que o risco do veículo branco, respectivamente.

Interferência da luz
O desempenho das cores não foi uniforme ao longo do dia. A influência delas foi mais evidente nos acidentes que ocorreram com a luz do dia. Nesse período, as cores com piores desempenhos foram a preta, a cinza e a prata, seguidas pela vermelha e a azul. Para essas cores, os riscos relativos de acidente foram de 12%, 11%, 10% e 7 % (duas últimas) maiores do que o risco do veículo branco, respectivamente.
Durante o nascer ou o pôr-do-sol, apesar da menor influência das cores, foram identificadas duas problemáticas: a cor preta e a prata apresentaram riscos de acidentes de 47% e 15% maiores do que o do veículo branco, respectivamente.
No período da noite, a influência das cores foi menor, provavelmente porque os veículos andam com farol aceso, tornando a iluminação um fator preponderante para serem avistados. Mesmo assim, foram identificadas duas problemáticas: a cor vermelha e a prata apresentaram riscos de acidentes 10% e 8% maiores do que o do veículo branco, respectivamente.

 
     
 
     
 

 
     
 
     
 

Preferidas têm resultados negativos
Esses resultados mostram que uma das cores preferidas por brasileiros, principalmente do sudeste do país, a prata, apresenta um dos piores desempenhos quanto à segurança, em qualquer horário, com risco de acidentes: 10% (durante o dia), 15% (nascer ou pôr-do-sol) e 8% (noite) maiores do que o veículo branco.A cor preta, preferida entre os consumidores de automóveis de luxo, também apresentou desempenho ruim em dois períodos: durante a luz do dia e ao nascer ou pôr-do-sol. Os riscos de acidente nesses períodos foram 12% e 47% maiores do que o risco do veículo de cor branca, respectivamente.

Pesquisa com motos
Uma outra pesquisa, realizada por uma univer-sidade da Nova Zelândia, divulgada em 2004, mostrou um resultado semelhante para moto-ciclistas. Esta pesquisa considerou como grupo de estudo 953 casos que foram analisados ou entrevistados e, como grupo de controle, 2751 outros casos que também foram analisados ou entrevistados, em um período de três anos.
A pesquisa mostrou que motociclistas com ves-tes refletivas ou fluorescentes apresentaram um risco de acidentes 37% menor do que aqueles que não usavam esse tipo de roupa. Quem usava um capacete branco apresentou um risco de acidente 24% menor do que aqueles que usavam o capacete preto. A circulação com farol aceso resultou em um risco de acidentes 27% menor do que aqueles que circulavam com farol apagado.

Conclusão
Segundo oftalmologistas, enquanto dirigimos, a visão passa a captar 90% do que percebemos, portanto, adotar hábitos que facilitem ver e ser visto contribui, com toda certeza, para evitar acidentes. É importante também não esquecer de outros hábitos essenciais para a segurança viária, como por exemplo, não associar álcool e direção, sempre circular com velocidade compatível ao local, às condições de iluminação e da pista.

 
     
 
     
 

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