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Matéria de capa
ABS no Brasil
Pesquisa do CESVI demonstra a disponibilidade do ABS no País e a relação do consumidor com o sistema de segurança

 

Entrevista
Jean-Marie Mortier
diretor de teste e pesquisa da EuroConsumers

 

Segurança viária
Importância das cores para ver e ser visto
CESVI analisa como as cores dos automóveis e das vestimentas dos motociclistas influenciam no número de acidentes

 
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Matéria de capa

ABS no Brasil

 
 
Pesquisa do CESVI demonstra a disponibilidade do ABS no País e a relação do consumidor com o sistema de segurança
     
Por
Alexandre Carvalho
Editor

José Antonio Oka
Coordenador de Segurança Viária
 
 
     
 

Hoje, no Brasil, os que defendem um aumento na oferta do uso do ABS pelas montadoras escutam que, por aqui, não é possível ampliar o número de veículos com ABS de série porque isso encareceria o carro, afastando o consumidor. Até este ponto, o argumento é razoável. Mas, por que, na grande maioria dos casos, um recurso de segurança com a importância do ABS só está acessível ao comprador do carro caso ele adquira um pacote com outros acessórios de conforto? Neste caso, é evidente que, somando os acessórios oferecidos no pacote, a conta fica salgada. Talvez não venha daí a impressão do consumidor de que ABS é caro? E um recurso capaz de salvar vidas não deveria ter sua venda facilitada?

Outro argumento muito ouvido é que o consumidor, entre itens de conforto como ar-condicionado e recursos de segurança como ABS e airbag, prefere pagar pelos primeiros. A explicação para isso pode vir do fato de que ar-condicionado, CD-player, bancos de couro, entre outros itens, dão retorno imediato ao investimento do consumidor, pois ele faz uso desses elementos diariamente. Um sistema como o ABS, diferentemente, só será usado quando, e se, o motorista se envolver em uma situação de grande risco, o que não acontece cotidianamente. Mas, e quando esta situação acontece?

 
     
 

Na Europa, um trabalho de conscientização do consumidor, contando com meios de comunicação de massa, como a TV, tornou o ABS um item de suma importância aos olhos do cidadão. Mesmo sem uma legislação que obrigue o uso do sistema, a pressão dos consumidores fez com que quase todos os carros saiam da fábrica equipados com o recurso, pois o motorista europeu, contando com as informações e orientações devidas, entendeu que ter o ABS no carro pode fazer a diferença entre morrer e sobreviver na ocorrência de uma situação de emergência na estrada.

Por acreditar que os recursos de segurança terão mais saída no País quando a população tiver mais informações a respeito de seu fun-cionamento e sua importância, o CESVI realizou uma pesquisa inédi-ta no Brasil, semelhante a estudos realizados nos Estados Unidos e na Europa, de modo a destacar a relação do consumidor brasileiro com o ABS: se conhece o sistema, se teria facilidade de usá-lo, se percebe a diferença entre uma frenagem convencional e uma com o ABS, e se, tendo informação e uma experi-ência com o sistema, teria intenção de adquiri-lo.

Além disso, o CESVI fez uma compila-ção de como o ABS é comercializado nos veículos presentes no mercado nacional, de modo a chamar a aten-ção para quais versões possuem o sis-tema de série, como opcional e quais os modelos que simplesmente não dão ao consumidor a possibilidade de contar com o ABS.Tanto na primeira quanto na segun-da parte da pesquisa, a intenção do CESVI é levar informação para órgãos do governo, montadoras, concessionárias e, principalmente, o consumidor. De modo que haja mais informações à disposição sobre o uso de sistemas de segurança, visando à sua disseminação. E não é de hoje que a Revista Cesvi joga luz sobre a questão. Em edições anteriores, já publicamos matéria explicando o funcionamento do sistema de segurança, além de um encarte ex-clusivamente sobre ABS publicado em 2004.

A expectativa do centro de pesquisa, e de todos aqueles que trabalham pela diminuição das mortes no trânsito desse país, é a de que logo tenhamos consumidores fazendo questão do ABS em seus atos de compra, e que a relação que estamos divulgando dos carros que contam com o sistema logo fique desatuali-zada, com mais versões que dêem ao motorista a chance de escolher pela sua segurança e a de sua família.

 
     
 
     
 
 

O que é ABS

O sistema antibloqueio de frenagem, ABS, é um item de segurança ativa que garante maior se-gurança em situações de emergência. Ele impede o bloqueio das rodas durante a frenagem. Desse modo, o veículo continua manobrável e o motorista pode desviar de obstáculos mesmo durante uma frenagem total.Sem ABS,

 
     
  dependendo das condições de atrito do piso, apenas um breve acionamento do pedal de freio pode ser suficiente para bloquear as rodas. Nesse caso, o veículo não reage mais aos movi-mentos do motorista ao volante. O sistema ABS mantém a dirigibilidade do veículo, permitindo que se desvie de um obstáculo mesmo numa frenagem de pânico.Sensores de velocidade controlam constantemente todas as rodas. Se uma delas ameaça travar, o ABS interfere numa fração de segundo e reduz tempo-rariamente a pressão sobre ela até o ponto em que o travamento é evitado.A ABS aplica este procedimento regular em uma ou mais rodas ao mesmo tempo. Este controle eletrônico de deslizamento da roda faz com que a distância de parada seja a menor possível, e ao mesmo tempo mantém a capacidade de controle da direção e estabilidade do veículo.Os componentes do ABS são os seguintes: módulo hidráulico e eletrônico integrado, e sensores de velocidade das rodas.  
     
 
     
 

Parte 1

Identificando veículos com ABS
Como toda pesquisa realizada pelo CESVI BRASIL, esta partiu de premissas estabelecidas. Os veículos pesquisados foram divididos em duas partes principais:Veículos nacionais e do Mercosul: Modelos produzidos na América do Sul e no México. Veículos importados: Os produzidos em outras regiões mundiais (Europa, Ásia, América do Norte, etc.).Para um melhor comparativo, os veículos foram agrupados de acordo com a sua categoria. Esta classificação seguiu a utilizada pelo CESVI no seu ranking CAR Group.

Visão do consumidor
Na coleta de dados, o CESVI se colocou na posição do consumidor, buscando as mesmas fontes que um cidadão comum tem à disposição para obter informações sobre os veículos que deseja comprar:Sites das montadoras.
Centrais de atendimento ao consumidor das montadoras.Concessionárias.
A data de corte foi estabelecida como 20 de julho de 2007.

Só 8% dos veículos hatch com ABS de série
Para se ter uma idéia do quanto os brasileiros têm uma oferta restrita de ABS, a pesquisa apontou que, entre os veículos da categoria hatch com-pacto, que corresponderam a quase 57% dos emplacamentos no mês de junho, apenas 8% saíram de fábrica com o ABS. Pior, mais de 60% dos modelos dessa categoria não ofere-cem o ABS nem como opcional.

Pacotes elevam o preço
Outra informação muito relevante dessa pesquisa está na variação de aumento do preço do carro de acordo com a oferta da montadora. Dependendo do pacote em que o ABS está inserido, essa variação pode ir de um aumento de 5% até um de 44% sobre o preço do carro. É o caso do Fiesta Hatch 1.6 Flex, em que o pacote de itens que o consumidor precisa adquirir caso queira ter ABS custa R$ 15.190,00. Quase metade do preço do carro.Na outra ponta está o Clio Hatch Privilège 1.6 16V 4 portas Hi-Flex, em que o consumidor precisa desembolsar R$ 2.150,00 a mais para ter o ABS, 5% do valor do carro, já que oferece o sistema separadamente.

 
     
 
     
 
 
 

CESVI reuniu a imprensa para divulgar resultados da pesquisa. Objetivo é ampliar informações para o consumidor sobre sistemas de segurança

   
 
     
 
     
 

Como usar o ABS

Em frenagens de emergência, pressione o pedal do freio e mantenha a pressão sobre ele com força máxima. A unidade eletrônica do ABS atuará para que as rodas não travem, mantendo a dirigibilidade durante a frenagem, o que facilita o desvio de obstáculos quando necessário.Nessas frenagens fortes, um tremor do pedal é característico do ABS, pois a ação do sistema provoca uma rápida variação da pressão nos freios para que as rodas não travem.

Muitos motoristas aliviam a pressão no pedal ao sentirem o tremor, mas estão errados. O correto é manter a pressão até que se atinja a velocidade adequada para o desvio do obstáculo, com segurança, ou a parada total do veículo.É importante ter em mente que velocidade tem limite. Não há recurso de segurança que salve vidas se houver um exagero no risco proporcio-nado por alta velocidade e manobras inseguras.

 
     
 
     
 

Parte 2

Relação do consumidor com o ABS
Esta outra parte da pesquisa foi realizada no autódromo de Interlagos, durante o Quatro Rodas Experience, com 338 motoristas comuns. O objetivo foi verificar o grau de conhecimen-to dos participantes sobre esse recurso de segurança ativa, avaliar o desempenho desses participantes em veículos sem e com ABS, e analisar suas impressões sobre a importância desse recurso.O CESVI contou com o apoio da Renault, que cedeu os veículos para os testes.

Perfil dos participantes
Confira alguns dados sobre quem participou da pesquisa:
• Média de idade: 33,1 anos.
• Há quanto tempo dirige: 13,7 anos.Sexo:
• 82% eram homens, 18% eram mulheres.Profissão:
• 76,4% não tinham um trabalho relacionado ao setor automotivo.
• Escolaridade: 90,7% entre superior incompleto e doutorado.
• Dirigem, em média, 471,5 km por semana, e têm uma experiência de 2,2 anos com o mesmo veículo.
• Seus veículos contam com sistema convencional de frenagem: 69,5%
• Seus veículos contam com sistema ABS: 29%
• Não sabem: 1,5%.

Participantes que têm carros equipados com ABS
Dos participantes que possuem veículos com ABS, 75,8% eram de série; 11,6% foram adquiri-dos como opcionais; 12,6% não se lembravam.Importante: dos que adquiriram o ABS como opcional, 90,9% dos sistemas faziam parte de pacotes com outros itens. E talvez isso represente a totalidade, pois os outros 9,1% não se lembravam.
73,7% não receberam, no momento da compra, informações sobre como usar o sistema. 23,2% receberam as instruções, e 3,2% não se lembravam.

Preparação da pesquisa
Os participantes respondiam a um questionário inicial, sobre sua experiência anterior com ABS e sua opinião sobre esse recurso de segurança, além de dados pessoais. A partir daí, eram conduzidos ao veículo, para realizar duas ma-nobras diferentes na pista, uma em linha reta, outra desviando de obstáculo. Cada uma com os dois sistemas de freio, o convencional e o com ABS. A pista foi molhada, permitindo destacar a diferença entre os sistemas de freio e para um melhor controle do desgaste dos pneus. Este espaço para manobras foi demarcado com cones e obstáculos de espuma, o que permitiu a realização das manobras com total segurança. Para estimativa da distância percorrida durante a frenagem na primeira manobra, de frenagem em linha reta, foram instalados indicadores de distância, ao lado do trecho demarcado com cones, a partir da marca onde o participante deveria fazer a frenagem.

Frenagem em linha reta
A manobra realizada nesta etapa foi a seguinte: o participante acelerava o veículo até uma ve-locidade de 70 km/h, mantendo-a até o ponto de início da frenagem, demarcado por cones e marcas na pista, a partir da qual o veículo freava o veículo até parar.O objetivo desta manobra foi demonstrar o efeito comparativo dos dois sistemas de freio, e estimar a distância de frenagem de cada um deles.

Desempenho dos participantes
Sem ABS - Os participantes que acertaram o ponto inicial de frenagem pararam em média a 23,8 metros. Os que dirigem veículo com ABS pararam em média a 24,2 metros. Os que dirigem veículo sem ABS pararam em média a 23,6 metros.88% travaram as rodas na manobra. Com ABS - Os que acertaram o ponto inicial de frenagem pararam em média 19,5 metros e 18,9 metros, respectivamente na primeira e segunda execução da manobra. Os que dirigem veículo com ABS pararam em média a 19,7 e 19,2 metros, respectivamente. Os que dirigem veículo sem ABS pararam em média a 19,4 e 18,8 metros, respectivamente.Entre os participantes, 70% e 84% não tiraram o pé do pedal do freio, respectivamente na primeira e segunda execução da manobra. Dos que dirigem veículo sem ABS, 67% e 83% não tiraram o pé do pedal do freio, respectivamente. Dos que dirigem veículo com ABS, 71% e 85% não tiraram o pé do pedal do freio, respectivamente.
Ficou demonstrado que uma simples orientação é suficiente para que o motorista utilize o ABS corretamente.

 
     
 
     
   
   
  Manobra dois – Desvio de emergência
Para esta manobra, o participante acelerava o veículo até a velocidade de 70 km/h, mantendo-a até o ponto de início de frenagem, demarcado por cones e marcas na pista, a partir da qual freava o veículo até diminuir a velocidade o suficiente para desviar de blocos de espuma colocados à frente.Aqui, o objetivo foi simular uma situação de emergência em que é necessário frear repentina e fortemente, para desviar de um obstáculo inesperado.Desempenho dos participantesSem ABS - 75% travaram as rodas na manobra. Dos que dirigem veículo com ABS, 74% travaram as rodas.
 
     
 

Dos que dirigem veículo sem ABS, 76% travaram as rodas.79% não conseguiram desviar do obstáculo. Dos que dirigem veículo com ABS, 72% não consegui-ram. Dos acostumados com veículo sem ABS, 82% não conseguiram.Com ABS - 64% não tiraram o pé do pedal do freio. Dos que dirigem veículo com ABS, 64% não tiraram o pé do pedal. Dos que dirigem sem ABS, 63% fizeram a manobra sem tirar o pé do pedal do freio.19% não conseguiram desviar do obstáculo e 81% conseguiram. Dos que dirigem veículo com ABS, 19% não conseguiram desviar e 81% consegui-ram. Dos que dirigem sem ABS no dia-a-dia, 20% não conseguiram, e 80% conseguiram.

Questionários
Antes e após a realização das manobras, o participante era encaminhado para um estande, para preencher um questionário. Confira as respostas e as diferenças nas impressões dos participantes antes e depois da experiência prática.Respostas

Sobre as diferenças entre os sistemas
Antes: 48,9% já sabiam da diferença.
Depois: 99% declararam ter percebido a diferença entre os sistemas.

Importância do ABS para a segurança
Antes: 92% consideravam importante.
Depois: 82% declararam considerar o ABS mais importante para a segurança ao dirigir do que consideravam antes da experiência na pista. Com os outros 18% que já reconheciam a segurança, este número chegou a 100%.

Como o ABS deveria ser oferecido
Antes: 84,8% disseram que o recurso deveria ser oferecido de série.
Depois: Esse número aumentou para 93,7% após a experiência na pista.

Valor que pagaria para ter o sistema
Antes: Em média, os participantes pagariam R$ 1.312.
Depois: Os 90% que declararam ter uma opinião sobre isso indicaram que pagariam um valor médio de R$ 1544 reais para ter o ABS em seus veículos. Da análise dos valores declarados pelos participantes, após a experiência na pista, foi observado que muitos dobraram o valor que pagariam, com alguns triplicando o valor declarado inicialmente.

 
     
 
     
  Na ensaio de desvio de emergência, 79% não conseguiram desviar do obstáculo sem o ABS. Com o sistema, apenas 19% não conseguiram. Na vida real, este obstáculo poderia ser um caminhão parado na pista, ou um pedestre.  
 

 

 
     
 

Conclusões

O desempenho dos participantes indicou que a frenagem de emergência com sistema conven-cional é uma manobra na qual a maior parte não consegue evitar o travamento das rodas, o que provoca perda de controle do veículo e potencializa o risco de acidentes. Como os resultados demonstram que a grande maioria não sabe como frear numa emergência com freio convencional, a formação de novos motoristas nas CFCs deveria incluir tópicos como esse, além de outros como os recursos de segurança passiva e ativa dos veículos, e estacionamento em caso de emergência.

Na pista, a maior parte dos participantes reali-zou as manobras com ABS com sucesso, mesmo aqueles sem experiência anterior, invertendo o resultado obtido com o sistema convencional.
Todo recurso de segurança, para ser realmente efetivo, depende do comportamento dos usuários nas vias. Não deixando isso de lado, o que se observou nesta pesquisa é que o ABS contribui para que o condutor mantenha o controle do veículo em situações de emergência, pois evita o travamento das rodas.

A importância da informação
Com esta pesquisa de ABS, o CESVI BRASIL está mais uma vez desempenhando seu papel de fonte de informações para a sociedade. Quanto mais tivermos dados sobre a relação do consumidor com recursos de segurança, e como esses sistemas são oferecidos, melhor estará a segurança em nossas vias, e teremos menos vítimas fatais a ilustrar os tristes números de nossas ruas e estradas.

 
     
 
     
 
 

Sugestões do CESVI

As montadoras deveriam ampliar a disponibilidade do ABS em seus veículos, mesmo que como opcional, para que o cliente tenha a possibilidade de fazer sua escolha.
Além dos manuais do carro, as montadoras poderiam oferecer uma segunda publicação ao comprador de veículos com ABS ou air-bag, contendo explicações sobre o uso desses sistemas de segurança.As auto-escolas deveriam incluir instruções sobre o funcionamento de recursos de segurança nos automóveis na

 
 

 

  formação dos novos motoristas, incluindo também testes de frenagem, para que os motoristas se acostumem à dificuldade encontrada em situações de emergência.
   
 
     
 
     
 

Inclusão do ABS em pacote desestimula a opção pelo sistema

Em muitos casos, o sistema ABS só é oferecido dentro de um pacote de opcionais com outros itens de confor-to e segurança.

 
     

Isto encarece o custo para quem tem intenção de adquirir o recurso, desestimulando uma opção pela compra.
Entre os modelos analisados na parte da pesquisa que trata da disponibilidade do ABS, o Fiesta Hatch 1.6 Flex foi o que teve um acréscimo mais significativo para quem opta por ter o ABS: o custo do pacote que inclui o sistema representa 44% do valor do veículo base.Para o consumidor, é melhor ter a possibilidade de adqui-rir o sistema separadamente. Como citado na matéria, o Clio Hatch Privilège 1.6 16V 4 portas Hi-Flex, da Renault, pode ser adquirido com ABS por um valor que representa 5% do valor do carro. Outra possibilidade mais interessante para o consumidor está sendo oferecida pela Fiat em seu Punto. O kit HSD (High Safety Drive), que combina dois air-bags dianteiros com o sistema ABS, pode ser adquirido por R$ 2900. Na versão ELX 1.4 Flex, a mais básica entre as que têm o ABS como opcional, este custo representa 6,9% do valor do veículo.

 
 

 

 
     
 
     
 

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