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O segmento de motocicletas, que levou três anos para se recuperar da crise econômica mundial de 2008, volta a apresentar quedas em vendas e produção. Segundo dados divulgados pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), no primeiro semestre deste ano foram comercializadas 897.252 unidades ao mercado interno (atacado) - uma baixa de 13% em relação ao mesmo período do ano passado. No comparativo com maio de 2012, a retração de junho foi de 8,2%, com a venda de 138.835 unidades, ante 151.316 do mês anterior.
Ainda segundo a Abraciclo, o principal fator responsável pela crise vivida pelo setor é a maior seletividade e rigor enfrentado pelos consumidores para a liberação de crédito.
“O comprador de motocicletas é, em sua grande maioria, das classes C, D e E, muitas vezes com dificuldades para a comprovação de renda. O alto índice de exigências e maior rigor imposto no fim do ano passado pelas financiadoras na aprovação das fichas faz com que apenas 20% dos consumidores aptos a arcar com o financiamento consigam a liberação do crédito. Os outros 80% são recusados e têm a compra vetada”, conta Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, que ressalta que estão excluídos dessa amostragem os consumidores que não possuem o valor da entrada (antes dispensada e atualmente estabelecida como em 20% do total) ou das parcelas – reduzidas de 48 para um máximo de 36.
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